quinta-feira, dezembro 28, 2006

How does it feel.. To be a princess?

terça-feira, dezembro 05, 2006

Carta a ti, avó querida, perdida no teu próprio esquecimento:
Neste mundo de significações, tu perdeste a tua. E nós perdemo-la contigo.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Porque MAD é mais que uma amizade..
É uma alma...
E da mesma forma que precisamos umas das outras...
Eu preciso de voces...
Incondicionalmente
Porque fazemos mais sentido juntas...
Mesmo quando não estão presentes
Estão sempre comigo,
Acompanham-me para todo lado
Em qualquer altura
E eu sei disso.
E isso da-me forças para continuar.

MAD ALWAYS THERE!

Obrigada*

quinta-feira, novembro 30, 2006

Adoro-te Mãe!


Numa sala distante e vazia,
Sozinha estou.
Tenho lápis e papel,
Pego no lápis e escrevo.
Escrevo palavras,
Palavras que gostava de te dizer,
Palavras cujo significado sinto
Sinto por ti.
Essas palavras lindas,
Essas palavras.
Ah! Como gostava de tas dizer:
Amor, Carinho, Amizade,
Respeito...
É o que sinto quando estou contigo
Numa sala distante e vazia, sozinha estou.
Tenho lápis e papel,
Pego no lápis e escrevo
Escrevo a maior de todas as palavras,
Escrevo MÃE.
Mãe?! Mas fica muito vago
Lembro-me então de algo melhor
No outro lado da folha escrevo:
AMOR DE MÃE.
Passaram horas infinitas
e não me cansei de olhar para o papel
não me canso porque sei que estou protegida
protegida com o teu Amor,
Amor de Mãe.



[Text written 3 years ago]

sábado, novembro 25, 2006

[Filosofia barata às 2h da matina]

Eu não vivo. Revivo. O presente anda comigo, eu que ando de mãos dadas com o passado e me esqueço de abraçar o presente. O passado fica para trás mas acabo por abandonar o presente. É o primeiro que não deixo morrer, ficando o segundo à beira da morte. Será doença viver o presente no passado? E reviver o passado sem dar conta do presente? E só se aperceber do presente quando ele fizer parte do passado?
Vou revivendo todos os dias que deixei para trás quando me deitei. E ao acordar, fisicamente no dia 2, matuto sistematicamente no dia 1. É uma elegia da minha vida, revivida na primeira pessoa. Porque um dia marca, um dia fica. Um dia que passa mas que continua lá. E outros virão e passarão, mas aquele não desiste. E eu perco todos os outros, porque aquele ocupa espaço.
E quando esses outros deixarem de ser, ficarão também eles marcados. Uma vida vivida no passado, continuamente. Alimento-me não da felicidade ou da tristeza, mas das memórias. São elas que marcam a minha existência.
E assim vivendo, continuo presa ao passado, que acaba por permanecer presente, já que o não deixo adormecer. Presente que acorda todos os dias, deixo-o no silêncio, porque o passado (que quer dormir) fala mais alto. E é ele quem oiço. É a ele que obedeço. É por causa dele que não tiro proveito do meu presente.
Mais uma vez digo: Eu não vivo, revivo.
*

terça-feira, novembro 21, 2006

Amanhã que começou sem ela

E contudo ela não queria sair dali. Afinal de contas aquela era e sempre fora a sua única casa. Há coisas às quais tem de se ter uma certa fidelidade!
~Um novo emprego do pai exigia-lhes viver noutra cidade, um mundo totalmente desconhecido. Ela era jovem e apesar disso, ou talvez por essa razão, a mudança soava-lhe a perigo, a medos. Não. Tinha a certeza que não queria.
~Foi para o quarto. Da sua colecção organizada de vinte CD's, o sétimo era o seu preferido e a faixa três rompia agora o silêncio daquele espaço minimalista, fundindo-se com os seus pensamentos, que tão depressa se desvaneciam, ao mesmo tempo que a imaginação ensaiava contos de fadas modernos. E contudo ela permanecia sentada no chão, entre a cama e o roupeiro, por baixo do parapeito da janela, a única que iluminava aquela área tão vastamente fria.
~Um novo emprego, uma nova casa, uma nova cidade proporcionar-lhe-iam uma nova vida. um quarto mais juvenil, igual a tantos outros comprados por catálogo. Esse novo quarto encher-se-ia de CD's e inundar-se-ia de boa música, óptima para os ouvidos e para o coração, certamente apaixonado, que esta idade não perdoa.
~Mas mesmo assim, esse novo quarto, cuja porta se lhe abriria e de lá uma nova vida nasceria não eram motivos suficientes e a sua convicção permanecia tão sólida como as paredes daquela casa. Era a casa da avó paterna. A sua casa. A única que conhecera. Uma casa tão diferente das outras, agora feitas em série. Não tinham vida. E ela não queria ser como os outros jovens, nem dormir num quarto como os seus, nem tão pouco viver numa casa igual. Ela queria apenas ser ela e viver naquela casa com cheiro a alfazema e com decoração típica de avó. Ela queria continuar a dormir na sua cama de ferro, no quarto com mobília branca que se perdia no atulhado de recordações ali encafuadas, o que outrora havia sido a arrecadação.
~Nunca conhecera a mamã, mas a fotografia por cima da cómoda, com moldura dourada, parecia ter uma presença tão forte, como se ela ali sempre estivesse. E continuava sentada no chão frio, mosaico escolhido pelo avô (que Deus o guarde).
~Bateram à porta e o pai entrou. Não podia recusar o emprego, que lhe traria novas oportunidades de vida, mas também não podia tirar a sua menina daquilo que considerava verdadeiramente seu e onde se sentia bem e verdadeira.
~E lá foi o papá. De joelhos na cama e encostada ao parapeito da janela, no primeiro andar, ela acenava. Só não sabia bem se contente ou triste, afinal, tinha sido uma decisão sua. Não abdicou da sua vida simples e pacata, mas sua, tendo por isso visto o pai partir rumo a uma nova vida.

Mas será uma vida melhor, aquela que é vivida longe dos que se ama? E contudo, ela não quis sair dali.

sexta-feira, novembro 17, 2006
















Tentei calar a vontade
Com sussurros de ardor selvagem
Que ardentemente aspirava
À liberdade.

Olhares indiscretos e a consciência constrangida
Conjugaram-se livremente
E aprisionaram a vontade
Tão espontânea era,
que forçada se tornou.

Forçosamente me consumiu.

Tentei libertar a vontade,
E libertar-me dela.
Mas em vão.

Era tão selvagem
Que o Superego dela se apoderou.
Corria velozmente,
Tão liberta,
tão centenária,
Tão livre, tão pesada...

Vontade que não cessa.

E eu aqui,
impotente,
vivendo esta vontade
Com vontade de a viver.

Tentei calar a vontade
Confrontá-la,
Mas recusa-se a parar.

Vontade que se me apodera
Me leva e seduz.
Quero vivê-la,
Louca, selvagem,
Essa vontade...

Diana Calado

sábado, novembro 11, 2006

Can You Whisper Louder Than Me?

quarta-feira, agosto 02, 2006

Festival de Sta. Cruz

*Boa música... Boas praias...
*Para mais informações: www.festivalsantacruz.com

terça-feira, julho 18, 2006

Palavras Proibidas


As palavras percorrem o sonho pelas veias da alma, e morrem na garganta. O desejo é abafado pela sombra da vontade que não pode acordar. Ela quer correr os mundos mas além-eu não há quem se interesse por tamanha imensidão individual. Tudo o que é grandioso e que seja de um só torna-se tão mínimo que mais valia nem sequer existir. Mas a sua presença transforma-se rapidamente em palavras proibidas que morrem tal como surgem. E nunca são expressas. E morrem sem serem conhecidas. E a vontade adormece. E eu vou morrendo, porque os meus desejos têm de ser só meus, e porque não quererás que eles sejam teus?

Quero pronunciar ao mundo todo o meu tormento. Quem sabe se daqui não se retiraria uma matéria de investigação? Quem sabe não reencarnou em mim um grande trovador? Mas não. As palavras são proibidas e eu digo-as apenas ao teu ouvido, se é que queres ouvi-las.

Talvez por telepatia alguém as receba, tanto em constante ebulição que elas permanecem todo o sempre. E são cada vez mais. E batem com mais força. O seu desespero atormenta-me a boca e quero abri-la na esperança que elas consigam fugir desta prisão que é o moralmente correcto. Mas elas não têm força suficiente ainda. Talvez se esperar mais um pouco.

Até lá vou acumulando palavras proibidas, na mente, na garganta e na boca. É como um novelo de lã que vai crescendo e enchendo a minha alma, de tantas promessas que faço a mim mesma e que não consigo cumprir. Quando não houver mais espaço, as palavras fugirão de mim num grito tão estridente que chegará além-universo e aí, não serão mais as palavras fugidias que serão proibidas. Quando elas, desesperadamente, se atropelarem umas às outras, na ânsia de se sentirem vivas e expressas, serei eu a proibida, e isolar-me-ão do mundo. Não devia tê-lo feito. Eles não gostam de pessoas que os desafiam.

Tudo porque um dia falei.

sábado, junho 24, 2006


Janela da minha alma,
portão do meu corpo,
abraço do teu cheiro.
Alcanço-te com o olhar
busco-te com um sopro
daquilo que só nos sentimos.
Porque te respiro sufocadamente,
e se não te tenho,
perco o mundo.
Fico cega,
fico muda,
surda,
imóvel.

A minha realidade vivida
Quer-te a cada instante
e quando te quero,
não grito.
Fecho os olhos.
Porque a mim não me basta olhar.
Quero ver.
E vejo-te a ti,
vejo o teu corpo
a tua necessidade,
a minha de ti.

E olho-te,
tão intensamente
que te gravo no meu ser.
E sempre que abrir a janela de mim
tu serás a paisagem.
O ar que me permito respirar
a fonte de onde bebo
a melodia que preciso ouvir
a música que quero dançar.
Fundir-mo-nos os dois,
num só ser saciado.

Consigo ver-te,
por tanto te querer.
E se não vieres hoje,
eu espero.
Porque amanhã quando acordar,
vou abrir a minha janela,
e vou ver-te.
Esta doce obsessão
Insiste e persiste
e eu alimento-me dela, sempre.
Porque gosto
porque te quero.
Far-me-ás feliz,
basta respirares.
E isso mantém-me viva:
mato a sede de ti, olhando-te
Sacio a fome que tenho vendo-te
apago a saudade observando-te,
Tudo porque os olhos são a janela do meu corpo.
E são eles que me ligam a ti.
Por eles mato,
porque sem eles não te vejo
e morro.

Os meus olhos são a minha janela
para o meu mundo
Tu apenas.

quinta-feira, junho 22, 2006

Querendo-te... Só hoje!


Querendo-te... Só hoje!

Imagino o teu cheiro
Só mais uma noite,
Não uma mais,
Só hoje.
Sê como Blimunda
Recolhe-me a vontade
De te ter por perto.
Nenhuma palavra pronunciada
Apenas um olhar intenso
Que nos guia, consome
E por fim sacia.
Torna-te assírio
meu Rei.
E sonha desenfreadamente,
Talvez o nosso êxtase
É o que eu te digo (e não sou profeta)
Só mais uma noite,
Não uma mais,
Apenas hoje.
Querendo-te comigo
Oiço-te, vejo-te, cheiro-te
E desespero.
Porque aqui não estás.
Sou como Anteu:
Mas é em ti que encontro forças,
Porque me tornaste um reflexo de ti,
E se te ignoras
Eu morro.
Porque se te ignorares,
Não és ninguém.
E aí, eu deixo de fazer sentido.
E se te procuro e tu não estás
Que será de mim?
Condenada ao sofrimento
Como um triste Orfeu.
Mas uma última noite
Não uma mais,
Só hoje!
Desejo sonhado,
Vontade recolhida,
Corpo saciado.

terça-feira, junho 20, 2006

Feelin' good


Yes... And I want some more... please! Feelin' good today... everyday... because of you!

terça-feira, junho 06, 2006

Todas as histórias acabam bem. Se ainda estão mal, é porque não acabaram.

Vinicius de Moraes

segunda-feira, maio 29, 2006

T.N.C - I


Feio...? Feio é fumar.
TU NÃO COMECES...!

sábado, maio 27, 2006

"Dans notre société tout homme qui ne pleure pas à l'enterrement de sa mère risque d'être condamné à mort".

Albert Camus

quinta-feira, maio 25, 2006

Mad About Colors...

domingo, maio 21, 2006

20/05/06

Fundamental(sem)ismos

quarta-feira, maio 17, 2006

Isso passa-te

"Isso passa-te!"
hmmm... maybe...
Mas enquanto não... obsessão?
"Para viveres fora da lei tens que ser honesto"

Bob Dylan