sábado, junho 24, 2006


Janela da minha alma,
portão do meu corpo,
abraço do teu cheiro.
Alcanço-te com o olhar
busco-te com um sopro
daquilo que só nos sentimos.
Porque te respiro sufocadamente,
e se não te tenho,
perco o mundo.
Fico cega,
fico muda,
surda,
imóvel.

A minha realidade vivida
Quer-te a cada instante
e quando te quero,
não grito.
Fecho os olhos.
Porque a mim não me basta olhar.
Quero ver.
E vejo-te a ti,
vejo o teu corpo
a tua necessidade,
a minha de ti.

E olho-te,
tão intensamente
que te gravo no meu ser.
E sempre que abrir a janela de mim
tu serás a paisagem.
O ar que me permito respirar
a fonte de onde bebo
a melodia que preciso ouvir
a música que quero dançar.
Fundir-mo-nos os dois,
num só ser saciado.

Consigo ver-te,
por tanto te querer.
E se não vieres hoje,
eu espero.
Porque amanhã quando acordar,
vou abrir a minha janela,
e vou ver-te.
Esta doce obsessão
Insiste e persiste
e eu alimento-me dela, sempre.
Porque gosto
porque te quero.
Far-me-ás feliz,
basta respirares.
E isso mantém-me viva:
mato a sede de ti, olhando-te
Sacio a fome que tenho vendo-te
apago a saudade observando-te,
Tudo porque os olhos são a janela do meu corpo.
E são eles que me ligam a ti.
Por eles mato,
porque sem eles não te vejo
e morro.

Os meus olhos são a minha janela
para o meu mundo
Tu apenas.

quinta-feira, junho 22, 2006

Querendo-te... Só hoje!


Querendo-te... Só hoje!

Imagino o teu cheiro
Só mais uma noite,
Não uma mais,
Só hoje.
Sê como Blimunda
Recolhe-me a vontade
De te ter por perto.
Nenhuma palavra pronunciada
Apenas um olhar intenso
Que nos guia, consome
E por fim sacia.
Torna-te assírio
meu Rei.
E sonha desenfreadamente,
Talvez o nosso êxtase
É o que eu te digo (e não sou profeta)
Só mais uma noite,
Não uma mais,
Apenas hoje.
Querendo-te comigo
Oiço-te, vejo-te, cheiro-te
E desespero.
Porque aqui não estás.
Sou como Anteu:
Mas é em ti que encontro forças,
Porque me tornaste um reflexo de ti,
E se te ignoras
Eu morro.
Porque se te ignorares,
Não és ninguém.
E aí, eu deixo de fazer sentido.
E se te procuro e tu não estás
Que será de mim?
Condenada ao sofrimento
Como um triste Orfeu.
Mas uma última noite
Não uma mais,
Só hoje!
Desejo sonhado,
Vontade recolhida,
Corpo saciado.

terça-feira, junho 20, 2006

Feelin' good


Yes... And I want some more... please! Feelin' good today... everyday... because of you!

terça-feira, junho 06, 2006

Todas as histórias acabam bem. Se ainda estão mal, é porque não acabaram.

Vinicius de Moraes